The World is not a Desktop

Nos foi proposto que na segunda aula, escolhêssemos um dos textos e fizéssemos uma análise. Entre eles, o que mais me chamou a atenção foi o texto "The World is not a Desktop".

No texto de Mark Weiser, ele defende claramente a transparência dos computadores do futuro. É visível a nossa preocupação em tornar as interfaces, os nossos equipamentos e layouts cada vez mais atrativos, e isso é certamente o contrário do que precisamos.

iWatch da Apple sendo demonstrado


Concordo quando ele diz que para otimizar nossas tecnologias, precisamos cada vez mais estar focados na tarefa que queremos realizar e não nas ferramentas que vamos utilizar. Talvez assim, possamos ter experiências de muito mais precisão e produtividade. Um exemplo que logo me veio á cabeça enquanto lia o texto, foi de uma experiência pessoal com mesas digitalizadoras: Desde que comprei uma mesa digitalizadora, encontrei dificuldades para manuseá-la, mas era visível a facilidade que eu tinha em mãos, visto que desenhar com o mouse era uma tarefa impossível. Mas, assim que descobri a caneta com um sensor (Wacom INKLIG), onde você só precisava desenhar no seu próprio papel, vi que todas as minhas dificuldades poderiam ser resolvidas ali. Acredito ser um exemplo de evolução da tecnologia, onde a torna mais invisível.




Outro ponto interessante que me chamou a atenção, foi sobre comandos de voz. Atualmente já temos algumas experiências com esses comandos (Por exemplo a Siri do iOS), onde percebemos a grande distância que estamos da consolidação dessa tecnologia como ferramenta no nosso dia-a-dia. Ao se aperfeiçoar, poderia nos ser muito útil, uma vez que precisamos cada vez mais de rapidez, estamos cada vez mais ocupados. Um bom exemplo, o qual logo me lembrei, sobre essa tecnologia, acontece no filme "Her" do Spike Jonze, onde o computador se  torna presente na vida do protagonista a todo o tempo e ele conversa com o mesmo.




Eu acredito que num futuro, o comando de voz, juntamente com GoogleGlass, possa ser um grande passo em direção á essa Ubiquidade & Invisibilidade tecnológica, onde poderemos focar nas nossas tarefas, e em como a tecnologia nos facilita realizá-las, e não nas nossas ferramentas em si, que no final das contas, pode acabar atrapalhando o nosso processo e nos trazendo algumas dificuldades.

DESIGN E OS CINCO SENTIDOS

Quando imergimos no mundo do design, descobrimos toda a sua amplitude, os campos a serem explorados tendem ao infinito. Desde o design social até o design tecnológico, percebemos como é importante a sua aplicação no nosso dia-a-dia. Ao contrário do que muitos pensam, o design não envolve somente o visual, mas pode nos proporcionar experiências com todos os cinco sentidos. Quando falamos em toda tecnologia que nos cerca nos dias de hoje, nota-se que o design pode ser uma ótima ferramenta para nos proporcionar experiências com as mesmas, envolvendo todos os nossos sentidos.  Baseado nisso, inicio os meus estudos do design com a expansão dos cinco sentidos.

OS CINCO SENTIDOS E A REALIDADE AUMENTADA 

Father.io



Um projeto muito interessante, já em desenvolvimento e a espera de um financiamento, é o game Father.io, de realidade aumentada. Um game de first person shooter, diretamente do smartphone, com o uso da câmera. O jogador visualiza o seu ambiente, e, na tela, toda uma tela de game, com placares, armas, mapas, tempo, etc. 

Divididos em duas facções, o objetivo do jogo é controlar os territórios, eliminando adversários da facção inimiga. Uma grande inovação é a implementação de um gatilho ao smartphone, que trás ao usuário uma maior experiência de imersão. 


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Outro projeto bem interessante, ligado ao paladar, é Sensorial Stimuli Cutlery, ou Talheres com Estímulos Sensoriais, criado pelo designer Jihnhyun Jean. 

Os talheres variam de cor, tamanho, formatos, textura e peso, onde acreditam acontecer uma sinestesia, modificando, assim, o paladar.

 Jean acredita que os talheres não tem a simples função de nos levar a comida á boca, mas sim de ser uma extensão de nosso corpo, nos trazendo sensações diferentes de acordo com cada talher utilizado,  

Um projeto, ainda sem previsão de chegada ao mercado, mas que trás uma proposta muito interessante, é o SMELLIT.
O aparelho propõe que possamos sentir os cheiros de nossa televisão, utilizando uma série de essências e suas combinações, lançadas ao ar conforme o andamento de filmes e jogo, pegando os códigos que, então, estariam presentes. 


Fontes: 
http://www.zupi.com.br/father-io/
http://www.minasmarca.com/plus/modulos/noticias/ler.php?cdnoticia=18780#.VRCMLPnF-ZM
http://www.tecmundo.com.br/curiosidade/14084-smellit-sinta-o-cheiro-da-sua-televisao.htm